quarta-feira, 2 de junho de 2010

BIOCOMBUSTÍVEIS

Biocombustível, o equívoco suicida, artigo de Maurício Gomide Martins

agrocombustível  não é comida

[EcoDebate] Nossos assuntos em defesa do meio ambiente geralmente versam sobre a Terra, o todo, o planeta. Hoje, o foco de nossa conversa vai ser a terra, fração daquela mesma Terra, substância que em grande parte cobre a superfície dos continentes. É muito comum e conhecida de quase todos. Talvez por isso não se lhe dão a importante atenção que merece. Merece porque é o sustentáculo do habitat, no qual reina direta ou indiretamente, de toda a vida que conhecemos.

Partimos do princípio de que não existe milagre. Tudo que existe é efeito de alguma causa. Pois bem, façamos um exercício mental. Imaginemos que em um terreno de 1m² plantamos um grão de milho. Após, ocorrem alguns fatos notáveis, verdadeiros milagres da Natureza. A planta ali nascida suga do solo parte dos elementos químicos de que necessita para manter a vida. Do ar, retira outros que, em combinação com a energia solar, lhe dão condições de transformá-los em tecido ou estrutura preparatória para a reprodução, objetivo de sua existência. Produzidas suas espigas, são elas arrancadas e comidas por um homem, sobrando naturalmente toda a estrutura esquelética.



Usinas de biodiesel não observam irregularidades ambientais e fundiárias da cadeia produtiva

Irregularidades ambientais e fundiárias são desconsideradas na compra de matéria-prima por usinas no MT. Normas do Selo Combustível Social também não são totalmente cumpridas em assentamentos de reforma agrária

Por Verena Glass, do Centro de Monitoramento dos Agrocombustíveis

Tabaporã (MT) – Das 48 usinas de biodiesel em funcionamento, 42 utilizam a soja como principal matéria-prima. Destas, 26 possuem o Selo Combustível Social, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O selo do governo federal garante incentivos fiscais e garantia de participação no leilão de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo (ANP) às usinas em troca da compra de produção oriunda da agricultura familiar.

Enquanto o setor sucroalcooleiro que gera o etanol tem sido pressionado cada vez mais a adotar medidas de responsabilidade social e ambiental em sua cadeia produtiva, a produção de biodiesel a partir da soja ainda carece de instrumentos de controles socioambientais.



Biodiesel: Governo lança Programa Nacional de Óleo de Palma

mudas de palma

* Ministra do Meio Ambiente diz que aumento de área plantada não será feito com desmatamento, mas aproveitando áreas já degradadas *

O Programa Nacional de Óleo de Palma, lançado ontem (6) em Tomé Açú, no Pará, quer tornar o país o maior produtor mundial desse vegetal nos próximos anos, garantindo o suprimento de combustível renovável.

O programa prevê a ampliação da área destinada à plantação do vegetal para a produção de combustíveis a partir de energias renováveis. O óleo de Palma também é conhecido como dendê. O projeto, que visa aumentar a produção para 130 mil hectares até 2014, vai ser aplicado em 44 municípios das regiões Norte e Nordeste.


Biodiesel de soja tem problemas socioambientais, avalia relatório

Soja. Foto:  Embrapa
Soja. Foto: Embrapa

Segundo documento da ONG Repórter Brasil sobre impactos da soja na safra 2009/2010, critérios de sustentabilidade enfrentam resistência dos produtores

A ONG Repórter Brasil acaba de lançar o relatório Os impactos da soja na safra 2009/10, produzido pelo Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA). O documento analisa aspectos da produção da cultura em regiões onde está consolidada, como o Mato Grosso, e onde acaba de despontar, como o Oeste baiano. Também avalia a relação de usinas de biodiesel com a cadeia produtiva do grão, e as tendências dos critérios de sustentabilidade, apontando alguns dos problemas que ain da são latentes no setor.


Avança o monopólio da terra para produção de agrocombustíveis, artigo de Maria Luisa Mendonça

agrocombustíveis

O monopólio da terra segue como tema central diante do avanço do capital sobre recursos estratégicos em todo o mundo. Nesse contexto, a produção de agocombustíveis cumpre o papel de justificar este processo, a pretexto de servir como suposta alternativa para a crise climática. Porém, quando falamos sobre mudanças climáticas, estamos realmente nos referindo a mudanças no uso do solo, com a expansão dos monocultivos, da mineração, das grandes barragens, e outros projetos de controle de recursos energéticos, que estão na raiz da crise climática.

No Brasil, os velhos usineiros, agora travestidos de empresários “modernos”, em conseqüência da propaganda sobre as supostas vantagens do etanol, intensificam suas campanhas internacionais para vender o produto. Recentemente, ganharam um reforço especial, com o anúncio do governo sobre acordos trabalhistas e de zoneamento ambiental. Porém, um breve relato sobre as atuais tendências do setor é suficiente para mostrar que estas são apenas medidas de fachada.


Demanda mundial de biocombustíveis gera risco de despejo para agricultores africanos

agrocombustível

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Os agricultores africanos estão sob risco de serem forçados a deixar suas terras por pressão de investidores ou projetos do governamentais que ‘estimulam’ mudanças na cultura do cultivo, visando o atendimento da demanda global por biocombustíveis

Pesquisa [Biofuels, food security and Africa] da Universidade de Edimburgo identificou que os meios de subsistência podem ser colocados em risco se as terras ferteis africanas, atualmente destinadas à agricultura de subsistência ou de atendimento à demanda local por alimentos, for convertida para o cultivo de biocombustíveis.


Estudo da UE diz que alguns tipos de biocombustíveis podem gerar quatro vezes mais emissões que diesel normal

agrocombustível  não é alimento

Biodiesel pode gerar quatro vezes mais emissões que diesel normal - Estudo controverso da União Europeia revela impacto inesperado de energias renováveis; metodologia é questionada

Alguns tipos de biocombustíveis, como o biodiesel feito do grão da soja, podem gerar quatro vezes mais emissões de gases de efeito estufa do que o diesel convencional ou a gasolina, de acordo com um documento realizado pela União Europeia.

O bloco europeu estabeleceu uma meta de obter 10% do seu combustível para veículos de fontes renováveis, principalmente biocombustíveis, até o final desta década. Mas agora a Europa começa a se preocupar com os impactos ambientais inesperados.

Quatro grandes estudos estão em andamento. E o maior temor é de que a produção de biocombustível absorva grãos dos mercados globais de commodity, forçando o preço dos alimentos a subir e encorajando agricultores a desmatar áreas de floresta tropical em busca de novas terras de plantio. Reportagem da Agência Reuters.




Agrocombustíveis ganham ‘passaporte para o mundo’

  • Gigantes do etanol
  • Próximo desafio: criar mercado para o etanol
  • Questões sociais, econômicas e ambientais não calam

Outra frente de produção energética vai ganhando fôlego. O ano de 2010 começou bem – na verdade otimamente bem – para o setor dos agrocombustíveis brasileiros, apesar de amargar um começo de ano com quebra de safra da cana-de-açúcar – quatro bilhões de litros de etanol a menos.

A notícia veio no começo de fevereiro e dos Estados Unidos. Lá, a Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) classificou o etanol feito de cana-de-açúcar como um combustível avançado, que reduz a emissão de dióxido de carbono (CO2) em 61% comparado à gasolina.

A aprovação foi recebida com foguetes – e enormes expectativas de expansão e lucros – pelo setor no Brasil, pois a decisão abre um fantástico mercado para o biocombustível brasileiro nos Estados Unidos. Mercado maior que o brasileiro pode suprir no momento.




Novo relatório sobre setor sucroalcooleiro analisa passivos socioambientais da safra 2009

O Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis da ONG Repórter Brasil acaba de lançar o diagnóstico socioambiental da safra da cana de 2009. O relatório ‘O Brasil dos Agrocombustíveis – Cana 2009′ analisa a conjuntura do setor sucroalcooleiro no último ano, marcado pela internacionalização do comando das usinas após a crise de 2008.

O relatório também apresenta dados e estudos de caso sobre impactos trabalhistas, sociais, ambientais e em populações indígenas ocorridos ao longo da última safra. Traz ainda uma análise sobre as deficiências de duas iniciativas do governo federal para ajustar socioambientalmente o setor: o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar e o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar.

Para ler mais informações, acesse aqui.

O Brasil dos Agrocombustíveis – Cana 2009

Por Verena Glass, do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis, Reporter Brasil, para o EcoDebate, 03/03/2010

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fevereiro 28, 2010

Comentários desativados

Especialistas veem biocombustível de segunda geração como chance para países pobres

Fabricados a partir de resíduos agrícolas, os biocombustíveis de segunda geração podem ser uma alternativa ambientalmente viável para o desenvolvimento econômico de países pobres, de acordo com especialistas em energia.

A produção de combustíveis a partir de milho, trigo, colza e azeite de dendê é cara e contribui relativamente pouco para a proteção do clima, além de impulsionar o aumento dos preços dos alimentos, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado em 2008.

Mas que alternativas existem? O apetite global por energia vem crescendo, afirma Didier Houssin, diretor de Mercados Energéticos e Segurança da Agência Internacional de Energia (AIE).



Instalação de usina de biocombustíveis em El Salvador causa protestos

biocombustíveis x  alimentos

Um grupo de vendedores salvadorenhos protestou, durante a visita ao país do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra a possível instalação de uma usina de biocombustíveis em El Salvador com apoio brasileiro.

Dezenas de manifestantes percorreram várias ruas do centro da capital gritando palavras de ordem contra a eventual obra e se concentraram pacificamente na emblemática praça do Salvador do Mundo.

“Decidimos fazer esta ação de protesto no marco da assinatura de cinco convênios por parte do Governo do Brasil e do Governo de El Salvador (…) com o objetivo de dizer não à instalação de uma fábrica processadora de biocombustíveis”, declarou a jornalistas Rodolfo Pereira, porta-voz dos manifestantes. Reportagem da Agência EFE.




Questões sobre impacto ambiental dos biocombustíveis podem alterar as políticas europeias

agrocombustíveis

Um alto funcionário da agricultura europeu sugeriu que os estudos que ainda serão divulgados pela Comissão Europeia poderiam ser usados para “acabar” com os biocombustíveis, que foram fortemente incentivados e subsidiados, por levarem em conta seu impacto ambiental total.

A sugestão, escrita nas margens de uma correspondência interna que foi vista pelo “The International Herald Tribune”, poderia pressagiar um recuo ainda maior das políticas a favor dos biocombustíveis, que já foram considerados cruciais pela Comissão Europeia na luta contra a mudança climática.

O setor já foi perseguido por argumentos de que a principal justificativa para as políticas que apoiam os biocombustíveis – de que eles oferecem menos impacto que os produtos fósseis – é equivocada. Muitos defensores do meio ambiente sustentam que um grande número de combustíveis derivados de plantações não merecem subsídios públicos ou incentivos à produção.Reportagem de James Kanter, The New York Times.




Pesquisadores identificam impactos ambientais significativos das algas para biocombustíveis, por Henrique Cortez

Unidade  de produção de algas na Flórida, EUA. Foto: PetroAlgae
Unidade de produção de algas na Flórida, EUA. Foto: PetroAlgae

[EcoDebate] Com muitas empresas investindo pesadamente em biocombustíveis à base de algas, pesquisadores da Universidade da Virgínia, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, descobriram que há importantes obstáculos a superar antes do massificar a produção deste tipo de combustível. Eles propõem a utilização de águas residuais, como uma solução para alguns desses desafios.

A pesquisa [Environmental Life Cycle Comparison of Algae to Other Bioenergy Feedstocks], publicada na revista Environmental Science & Technology, demonstra que a produção de algas consome mais energia, tem maiores níveis de emissões de gases com efeito de estufa e utiliza mais água do que outras fontes de biocombustível, como a switchgrass, canola e milho.




BA: Agrocombustíveis alimentam grilagem de terra em Barra

Trator que está abrindo os variantes nos Baixões. Foto: CPT Barra.Mais de 400 famílias de pequenos agricultores estão ameaçadas de expulsão das suas terras para dar lugar à monocultura da cana. A área das comunidades dos Baixões, município de Barra – BA, está sendo dividida pela empresa mineira Caossete, intermediária dos herdeiros da fazenda Boqueirão, na venda da terra a um grupo estrangeiro. A empresa alega reconhecer as posses das famílias e vem concedendo escrituras de áreas muito inferiores àquelas tradicionalmente utilizadas por elas. As escrituras destas áreas estão sendo lavradas num cartório de Sete Lagoas – MG e segundo os advogados da Caossete, “só poderão ser registradas depois de cinco anos”. Assista ao vídeo aqui.

Povo dos Baixões em reunião. Foto: CPT Barra.A região em conflito abriga um grupo de 10 comunidades, que vivem em regime conhecido por “fundo de pasto”, pelo qual os agricultores, há dezenas e até centenas de anos, usam coletivamente a terra, principalmente para pastagens de animais. A área é propícia para o cultivo de diversas lavouras como milho, feijão, mandioca, arroz, abóbora, melancia e abriga uma ampla área de matas preservadas, onde também pastejam as criações de bovinos, caprinos e ovinos. Segundo relatos dos moradores, as comunidades mais antigas remontam ao século XIX e outras mais novas foram formadas a partir do ano de 1935.




Pesquisa da Embrapa Cerrados avalia novas fontes para produzir etanol

O Brasil, que atualmente produz etanol basicamente a partir da cana-de-açúcar, poderá contar, no futuro, com novas possibilidades para produção do combustível. A Embrapa Cerrados – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, localizada em Planaltina (DF) – coordenará a partir deste ano pesquisas para avaliar fontes de biomassa que podem ser usadas para produzir o chamado etanol de segunda geração.

Para isso, o projeto vai avaliar o uso de gramíneas forrageiras (usadas na alimentação animal), sorgo, o bagaço e a palhada da cana e algumas espécies de árvores (pinus, eucalipto e duas espécies da Amazônia: tachi-branco e paricá), como fontes alternativas de biomassa para produção de etanol.




‘Denúncia: Biosangue’, o fracasso do biodiesel no Piauí, artigo de Judson Barros


Plantação de mamona. Foto do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis – Repórter Brasil

[EcoDebate] No princípio era biodiesel.

A mamona veio para o Piauí pela mão do Presidente Lulla. O zelo para trazer o grandioso projeto era tanto que parecia coisa de família. Um amigo pessoal, Daniel Birmann, foi o escolhido para por em prática o fenomenal projeto que mudaria as feições do Brasil – produzir azeite de mamona com o objetivo de botar carro pra rodar no Brasil.

O Piauí foi o escolhido para a famigerada experiência. O Governador WD do mesmo partido e amigo íntimo de Lulla ofereceria as melhores condições para a implantação do empreendimento. Foram doadas 40 mil hectares de terras e isenções de todos os tributos estaduais.




Petrobras testa conversão da primeira termelétrica bicombustível capaz de gerar energia a partir do etanol

Uso de etanol para gerar energia elétrica reduz emissões poluentes na atmosfera.

A Usina Termelétrica Juiz de Fora (UTE JF) será a primeira do mundo a gerar energia elétrica a partir do etanol, a primeira a usar combustível renovável para geração de energia e a primeira unidade flex-fuel (bicombustível). Uma solenidade ontem (19) em Juiz de Fora (MG), promovida pela Petrobras, marca a mudança.

A unidade está operando, em fase de testes, com o etanol desde o último dia 31 de dezembro e terá capacidade instalada de 87 megawatss (MW). A solenidade contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.




Inmetro desenvolve projeto para uso direto de óleo vegetal em motores a diesel

agrocombustível

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) está desenvolvendo, em parceria com a montadora Fiat, um projeto na área de biocombustíveis para transformar motores a diesel em motores que conseguem trabalhar diretamente com óleo vegetal virgem.

Segundo revelou à Agência Brasil o presidente do Inmetro, João Jornada, “não precisa fazer o biodiesel. O sujeito pode ir lá no meio do mato pegar os grãos que ele tem, como a soja, espremer, filtrar e já usar no motor dele”.



Pesquisadores desenvolvem bactéria transgênica capaz de transformar CO2 em combustível líquido, por Henrique Cortez

Foto: cyanobacterium elongatus Synechoccus geneticamente  modificada. Fonte UCLA
Foto: cyanobacterium elongatus Synechoccus geneticamente modificada. Fonte UCLA

[EcoDebate] A ameaça crescente das mudanças climáticas tem motivado cada vez mais pesquisas para redução das emissões, captura e armazenagem de CO2. Reduzir e retirar CO2 da atmosfera tem sido a pauta básica das discussões políticas internacionais e na mesma medida também nas universidades.

Em uma nova abordagem, pesquisadores da UCLA Henry Samueli School of Engineering and Applied Science modificaram geneticamente uma cianobactéria de forma que ela consumisse dióxido de carbono e produzisse isobutanol, combustível líquido, que detém um grande potencial como combustível alternativo à gasolina. A energia usada na reação é obtida diretamente da luz solar, através da fotossíntese. A pesquisa [Direct photosynthetic recycling of carbon dioxide to isobutyraldehyde] foi publicada na revista “Nature Biotechnology”.




Com mais biodiesel sobra glicerina

Óleos vegetais de mamona e pinhão manso são bons para o biodiesel, mas a glicerina resultante do aumento da produção pode causar diarreia em humanos e animais. A diarreia é a segunda doença que mais mata crianças no mundo. Preocupado com o problema, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas (SP), realizou um seminário em novembro, com o tema “Biodiesel e coprodutos”. Das nove palestras programadas, três trataram diretamente da glicerina. Cinco pôsteres também revelaram preocupações e alternativas para o uso do subproduto. O evento reuniu representantes do governo federal, pesquisadores e profissionais da cadeia biodiesel. Reportagem de Nivaldo Amstalden, da ComCiência*.

AQUECIMENTO GLOBAL

Estudo de pesquisadores da Unicamp e da Embrapa projeta impactos de mudanças climáticas na produção agrícola

Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades
Título: Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades
Autores: Editado por Sergio Margulis e Carolina Burle Schmidt Dubeux, com coordenação geral de Jacques Marcovitch.
São Paulo: Ibep Gráfica, 2010. 82p.
Financiamento: Embaixada Britânica no Brasil
SAIBA MAIS in www.economiadoclima.org.br

Estudos abrangeram também as áreas de recursos hídricos, energia, uso da terra e biodiversidade, entre outras

O estudo “Impactos da mudança do clima na produção agrícola”, realizado por pesquisadores da Unicamp e da Embrapa, integra uma pesquisa iniciada no país a pedido da Embaixada Britânica no Brasil há cerca de quatro anos. Os resultados acabam de ser finalizados e incluídos no relatório sobre a Economia da Mudança do Clima no Brasil, com base em projeções do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima (IPCC).

A conclusão principal foi de perdas econômicas para o país como um todo nos próximos 40 anos. “Estas perdas poderão estar próximas de 2,3% (R$ 3,6 trilhões) do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em decorrência dos impactos da mudança do clima, se nada for feito em termos de adaptação ou de mitigação”, revela o coordenador do grupo de Campinas, Hilton Silveira Pinto, diretor-associado do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp. Na agricultura, o estudo projeta perdas de R$ 7,5 bilhões em 2020, evoluindo anualmente até chegar a R$ 10,7 bilhões em 2050. Além da agricultura, outros especialistas investigaram as áreas de recursos hídricos, energia, padrão de uso da terra, biodiversidade, zona costeira e região Nordeste. (Veja, no quadro, algumas das conclusões.)

[Leia na íntegra]


maio 26, 2010

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Agência do governo dos EUA estima que emissões globais de CO2 vão subir 43% até 2035

Agência  do governo dos EUA estima que emissões globais de CO2 vão subir 43% até  2035

As emissões mundiais de dióxido de carbono resultantes da queima de carvão, petróleo e gás natural devem subir 43 por cento até 2035, disse na terça-feira o principal órgão dos EUA que faz previsões sobre consumo de energia, a não ser que sejam selados acordos globais para reduzir a emissão dos gases responsáveis pelo aquecimento do planeta.

As emissões globais de dióxido de carbono de fontes combustíveis fósseis devem subir de 29,7 bilhões de toneladas em 2007 para 42,4 bilhões de toneladas em 2035, disse a Administração de Informações sobre Energia (órgão ligado ao Departamento de Energia dos EUA; EIA, na sigla em inglês) em seu relatório anual [International Energy Outlook 2010-Highlights] sobre as perspectivas energéticas de longo prazo. Reportagem de Timothy Gardner, Agência Reuters, com informações complementares do EcoDebate.

[Leia na íntegra]




‘A lentidão da negociação do clima é irresponsável’ Entrevista com Christiana Figueres

Christiana Figueres
Christiana Figueres

Christiana Figueres acaba de assumir uma missão aparentemente condenada ao fracasso. Essa diplomata, nascida na Costa Rica há 56 anos, deve retomar a negociação mundial contra as mudanças climáticas, intocada desde o fiasco da Cúpula de Copenhague, em dezembro passado.

Figueres, que participa da negociação desde 1995, substitui Yvo de Boer, que renunciou à secretaria da ONU para as Mudanças Climáticas. A Costa Rica, um país em desenvolvimento que se comprometeu a compensar todas as suas emissões de CO2, pode ser útil para superar a desconfiança entre ricos e pobres. Assim que foi designada, deixou seu cargo de assessora da Endesa [empresa energética espanhola] na América Latina.

A reportagem é de Rafael Méndez, publicada no jornal El País, 23-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

[Leia na íntegra]




Relatório da NOAA sugere que 2010 pode ser o ano mais quente da história

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Este pode ser o ano mais quente já registrado, segundo dados dos primeiros quatro meses de 2010 divulgados nesta semana pela agência climática do governo dos EUA.

“A temperatura média global combinada da superfície terrestre e marítima em abril foi a mais quente já registrada, 58,1 graus Fahrenheit (14,5 graus Celsius), o que é 1,37F (0,76C) acima da média do século 20, de 56,7F (13,7C)”, disse a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) em um relatório divulgado em seu site, com data de segunda-feira. Reportagem de Michael Szabo, da Agência Reuters.




Aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável nos próximos três séculos

aquecimento  global

O aquecimento global pode deixar até metade do planeta sem condições de ser habitado nos próximos três séculos, segundo estudo elaborado pelas universidades de New South Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos. Para essa conclusão foram considerados os piores cenários de modelos climáticos. As informações são da BBC Brasil.

O estudo, publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, informa, no entanto, que é improvável que isso ocorra ainda neste século. Mas é possível que no século 22 várias regiões estejam sob calor intolerável para humanos e outros mamíferos.




Especialistas alertam que falta responsabilidade dos governos no trato das questões climáticas

Falta responsabilidade aos três níveis de governo – federal, estadual e municipal – no sentido de promover o desenvolvimento econômico sem agressões ao meio ambiente. Este sentimento foi consensual entre os especialistas que participaram ontem (6) do 1° Encontro Cidades e Mudanças Climáticas, no Rio de Janeiro.

O encontro teve como objetivo reafirmar a necessidade de conscientização política e cidadã sobre a causa ambiental, levando em conta o papel da comunidade acadêmica e das empresas na busca por soluções que garantam o bem estar social, diminuindo às agressões à atmosfera.



Regulamentação de política nacional sobre mudança climática deve começar a sair em agosto

emissões /  poluição
Foto: Reuters

A regulamentação da lei que criou a Política Nacional sobre Mudança do Clima, sancionada em dezembro de 2009, só deve começar a sair em agosto. O cronograma foi apresentado ontem (5) pelo coordenador do Comitê Interministerial de Mudança de Clima, Johanes Eck. As regras, que definirão como a lei sairá do papel, dependem da conclusão dos planos de redução de emissões de gases de efeito estufa de setores como energia e agropecuária.

“Haverá mais de um decreto para regulamentar a lei. E não serão editados ao mesmo tempo. A ideia é que se faça a regulamentação à medida que cumprirmos o cronograma”, disse o representante da Casa Civil em seminário organizado pelo Observatório do Clima, grupo de 36 organizações da sociedade civil.



Empresas resistem a definição de metas de corte de emissões

emissões
Foto: AP

Mesmo as empresas engajadas na redução do aquecimento global desejam incentivos oficiais na transição

O estabelecimento de metas detalhadas de corte de emissão de gases de efeito estufa e a consequente taxação aos mais poluentes, em estudo no governo, enfrenta oposição de parte do empresariado. Mesmo as empresas engajadas em reduzir os efeitos do aquecimento global avaliam que serão necessários incentivos oficiais à transição para a economia de baixo carbono.

“Ainda há resistências, o Brasil assumiu metas sem ter a unanimidade do setor empresarial”, disse Caio Magri, que participa do grupo de trabalho Empresas pelo Clima, do qual fazem parte CPFL Energia, Camargo Corrêa, Odebrecht, Bradesco, Vale, Votorantim, Alcoa, Natura, Andrade Gutierrez, Suzano e Light. Reportagem de Marta Solomon, no O Estado de S.Paulo.




FAO alerta que mudanças climáticas podem impedir redução de pobreza na África

FAO alerta  que mudanças climáticas podem impedir redução de pobreza na África

Aquecimento reduziria rendimento dos cultivos e aumentaria risco de insegurança alimentar

A mudança climática pode provocar o retrocesso de forma substancial dos avanços obtidos na redução da pobreza e na segurança alimentar na África, indica um documento apresentado na Conferência Regional para a África da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Reportagem da Agência EFE.




Compromissos da Conferência de Copenhague(COP 15) levarão a aumento de 3 graus na temperatura

emissões  de CO2
Foto: Reuters

Até 13 de abril, 76 países, responsáveis por cerca de 80% das emissões globais, apresentaram compromissos de limitar suas emissões de gases de efeito estufa até 2020.

Japão e Noruega são os únicos países desenvolvidos a fazer promessas, que, segundo a pesquisa, limitaria o aumento da temperatura da Terra em 2 graus. A União Europeia fez melhor o dever de casa – pelo menos na promessa – ao propor reduções entre 20% e 30%.

Os EUA apresentaram uma meta para 2020 17% abaixo dos níveis de 2005, o equivalente a apenas 3% abaixo dos níveis de 1990. Ao passo que uma redução entre 25% a 40% seria exigida para todo o grupo de países desenvolvidos. Reportagem do JB Online.



Relatório da Comissão Europeia estima que corte de 30% de CO2 custaria à UE mais 33 bi de euros

poluição
Foto: Der Spiegel

A meta de cortar em 30% as emissões de gás carbônico até 2020, superior à de cortar 20% já fechada, é factível e custará à União Europeia (UE) mais 33 bilhões de euros até 2020. O valor é equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, informa o rascunho de um relatório elaborado pela Comissão Europeia. “Uma meta de 30% é tecnicamente exequível e economicamente factível”, diz a comissão no relatório. O documento afirma que a crise econômica global tornou a meta de cortar em 20% as emissões cerca de 30% mais barata que o estimado dois anos atrás.

A UE concordou em dezembro de 2008 em cortar suas emissões de gases causadores de efeito estufa em 20% até 2020, usando como base de comparação os níveis de 1990. Os membros da UE já informaram que estão prontos para elevar esse corte para 30%, caso outros países se comprometam com esforços compatíveis. O rascunho é um estudo pedido pelos líderes da UE à Comissão Europeia sobre os cortes e os impactos do aumento dessa meta. O texto final deve ser divulgado ao público no fim de maio. Reportagem da AE – Agência Estado.




Cúpula Mundial de Cochabamba: Uma cosmovisão do bem viver, artigo de Luiz Felipe Bergmann

Cúpula Mundial de  Cochabamba: Uma cosmovisão do bem viver

[EcoDebate] Nos dias 19 a 22 de abril de 2010, aconteceu na cidade de Cochabamba, Bolívia, a Cúpula Mundial dos Povos Sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra. Impulsionada pelos debates climáticos e pela percepção de que a natureza também é sujeito de direitos, ganha força a filosofia de vida conhecida como Bem Viver. Ela reflete o estilo de vida que os povos indígenas praticam há milênios. Para eles, a terra, um bem acima de qualquer outro, e os recursos naturais são fonte de manutenção da vida e não de acumulação de riquezas e dominação.




Cochabamba: Um novo movimento sobre a mudança climática

Cochabamba, Bolívia. Eram 11 horas da manhã e Evo Morales havia transformado o Estádio de futebol em uma gigantesca sala de aula, e havia reunido uma variedade de objetos: pratos de papel, copos de plástico, impermeáveis descartáveis, xícaras feitas a mão, pratos de madeira e ponchos coloridos. Todos concorreram para demonstrar o ponto principal: para lutar contra a mudança climática devemos recuperar os valores dos indígenas.

A reportagem é de Naomi Klein e está publicada no jornal mexicano La Jornada, 24-04-2010. A tradução é do Cepat.




Conferência de Cochabamba: Soluções de países ricos não resolvem mudança climática e prejudicam mais pobres

As soluções propostas pelos países ricos para combater o aquecimento global, como os mecanismos de comércio de cotas de emissão de carbono, são paliativas e vão prejudicar as nações mais pobres, segundo cientistas reunidos na Conferência Mundial dos Povos para a Mudança Climática, em Cochabamba, na Bolívia. A ciência do clima ocupou o centro de metade dos painéis realizados no primeiro dia do evento, na terça-feira (20/4).

A reportagem é de Charles Nisz e publicada pelo sítio Opera Mundi, 21-04-2010,




Oceanos são bomba-relógio do aquecimento global

Mares são bomba-relógio do aquecimento – As águas dos oceanos estão mais quentes. Mais do que se imagina. Não é só o fenômeno El Niño, que eleva a temperatura da superfície do Oceano Pacífico e provoca chuvas torrenciais na Região Sudeste. Nem só o fato de o Oceano Atlântico ter estado mais quente este ano: nas chuvas que desabaram sobre o Rio em abril, o aumento de 1,5 grau contribuiu para a intensidade das tempestades, causando mais evaporação e trazendo umidade extra ao litoral. Cientistas publicaram esta semana um artigo [Tracking Earth's Energy] na revista Science no qual estimam que os oceanos absorvam cerca de 90% da energia solar que fica presa na Terra por causa dos gases do efeito estufa.

Eles descobriram este fenômeno ao perceberem que as atuais ferramentas de medição do aquecimento global não captam nem metade do calor, que especialistas acreditam ter aumentado na Terra nos últimos anos. Sensores de satélite, boias oceânicas e outros instrumentos seriam, segundo eles, inadequados para rastrear esse calor não detectado, que deve estar aumentando nas profundezas dos oceanos. Reportagem de Marcelo Gigliotti, no JB Online.




Novo estudo reafirma que o Acordo de Copenhague é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC

aquecimento  global projetado

Acordo de Copenhague aumentará CO2, diz estudo – Um grupo de pesquisadores da Alemanha acaba de pôr em números algo que todo mundo já sabia: o Acordo de Copenhague é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam, ele pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e com elas os termômetros.

A conta foi feita por Joeri Rogelj, Malte Meinshausen e colegas, do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, e publicada na edição de hoje do periódico “Nature” ["Copenhagen Accord pledges are paltry", Nature 464, 1126-1128 (22 April 2010) | doi:10.1038/4641126a; Published online 21 April 2010].

Os cientistas se basearam nas promessas de corte de emissões feitas até o último dia 13 por 76 países que aderiram ao acordo, produzido na cúpula do clima de dezembro passado. Reportagem de Claudio Angelo, Editor de CIÊNCIA, na Folha Online, com informações complementares do EcoDebate.




Cochabamba: Otro clima es posible, no Blog Agroecología

O establecemos una sociedad ecológica, o la sociedad desaparecerá para todos, sin importar el estatus de cada quien.” (Murray Bookchin, 1992)

Cuando miramos en el televisor documentales o noticias relacionadas con el cambio climático nos invade un sentimiento general de desasosiego. Pareciera que nos enfrentáramos al fin del mundo, por lo menos al fin del mundo que conocemos. Las reacciones son muy diversas, algunos asumen posiciones apocalípticas, conducentes a fanatismos religiosos. Otros, cada vez menos, mantienen una posición escéptica, de desconfianza. Una pequeña, pero poderosa minoría ve grandes oportunidades de negocio. Sin embargo, la gran mayoría no sabe que hacer y este sentimiento de impotencia crea frustración y desconsuelo. Es un sentimiento tan generalizado que los psicólogos se han visto obligados a crear una nueva palabra para definirlo: Solastalgia. Esta palabra expresa el dolor que se experimenta cuando existe la creencia que el lugar en el cual uno vive y ama esta bajo una inminente amenaza. Sin embargo, es precisamente en este sentimiento, sufrido por tantas personas, donde descansa la esperanza de nuestra especie.

Para acessarem a íntegra do post no Blog Agroecología (Venezuela) cliquem aqui.



Exposição no Tuca retrata refugiados climáticos em Bangladesh e Índia

Exposição no  Tuca retrata refugiados climáticos em Bangladesh e Índia. Foto de Peter  Caton
Foto de Peter Caton

Parceria entre Senac e o TUCARENA traz a São Paulo a exposição Naufrágio de Sundarbans, com 40 fotografias do inglês Peter Caton e da brasileira Cristiane Aoki. Seleção de obras denuncia o desparecimento da região, que está submergindo em função de alterações climáticas planetárias. De 28 de abril a 20 de maio.

O Senac e o TUCARENA inauguram no dia 27 de abril, às 19 horas, a mostra Naufrágio de Sundarbans – Projeto Vozes Climáticas, com 40 fotografias do inglês Peter Caton e da brasileira Cristiane Aoki. A exposição tem curadoria de Alécio Rossi Filho e Elaine Caramella e faz um alerta para o delicado e pouco conhecido drama dos refugiados climáticos da região compreendida entre a Índia e Bangladesh, na Ásia, através de fotos e testemunhos da população afetada pelas conseqüências dos impactos ambientais planetários. Na ocasião da abertura, será realizada uma mesa de debate com Peter Caton, Cristiane Aoki, fotógrafo João Kulcsar (professor SENAC) e Profa. M. Conceição Golobovante (docente da PUC SP).




A Europa está disposta a cumprir suas promessas sobre o clima, diz comissária da Ação pelo Clima

Connie Hedegaard, comissária para a Ação pelo Clima
Connie Hedegaard, comissária para a Ação pelo Clima, considera inoportuna uma taxa carbono dentro das fronteiras da União

As negociações sobre o clima foram retomadas em Bonn, na sexta-feira (9), e terminaram, no domingo (11), em um compromisso sobre o estatuto do acordo de Copenhague de dezembro de 2009, com muitas dificuldades. Um mau presságio para a continuidade das negociações de 2010? Connie Hedegaard, comissária europeia para o Ambiente, resume a posição da União Europeia (UE) sobre esse assunto e sobre uma possível taxa carbono dentro das fronteiras da UE. Entrevista realizada por Jean-Pierre Stroobants, no Le Monde.




Os efeitos do aquecimento global e as tragédias no Rio de Janeiro, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Tragédias no  Rio de Janeiro. Foto: Tasso Marcelo/AE
Foto: Tasso Marcelo/AE

[EcoDebate] Eu não sei se as tragédias que aconteceram nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, neste começo de abril de 2010, foram causadas pelo aquecimento global. Nem pretendo tratar, neste artigo, dos problemas urbanos e do elevado número de pessoas que perderam a vida de forma dramática, como aquelas que foram soterradas por uma avalanche de terra e lixo, no morro do Bumba, nos bairros niteroienses de Cubango e Viçoso. A cobertura da mídia já foi suficiente para informar e denunciar o acontecido.

Eu sou mineiro, nascido em Belo Horizonte, onde passei a maior parte de minha vida. Morei também em Nova Lima, além de trabalhar e morar alguns anos na cidade de Ouro Preto. Mudei-me para o Rio de Janeiro, onde resido e trabalho desde 2002. Nas cidades onde morava em Minas, o clima é bem mais ameno do que no Rio. Aliás, uma das coisas que mais dificultou minha adaptação aqui na “cidade maravilhosa” foi o calor